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quarta-feira, 9 de maio de 2012

O LIVRO PERDIDO DE ENKI MEMÓRIAS E PROFECIAS DE UM DEUS EXTRATERRESTRE ZECHARIA SITCHIN






O LIVRO PERDIDO DE ENKI
MEMÓRIAS E PROFECIAS DE UM DEUS EXTRATERRESTRE
ZECHARIA SITCHIN




Este livro foi passado a formato digital para facilitar a difusão, e com o
propósito de que, assim como você o recebeu o possa fazer chegar a
alguém mais. HERNÁN
2002
Coleção Crônicas da Terra - O Livro Perdido de Enki: Memórias e
Profecias de um Deus Extraterrestre.
Título original: The Lost Book of Enki: Memoirs and Prophecies of on
Extraterrestrial God ©2002 by Zecharia Sitchin.
Digitalizador: Nascav (Espanha).
Revisão alternativa por Silent Hunter - 05/02/04 v3.0: 27/03/05.


INTRODUÇÃO


Faz 445.000 anos que astronautas de outro planeta chegaram à Terra
em busca de ouro.
Depois de aterissar em um dos mares da Terra, desembarcaram e
fundaram Eridú, “Lar na Lonjura”. Com o tempo, o assentamento inicial
se estendeu até converter-se na flamejante Missão Terra, com um
Centro de Controle de Missões, um espaçoporto, operações mineiras e,
inclusive, uma estação orbital em Marte.
Escassos de mão de obra, os astronautas utilizaram a engenharia
genética para dar forma aos Trabalhadores Primitivos - o Homo sapiens.
Mais tarde, o Dilúvio varreu a Terra em uma imensa catástrofe que fez
necessário um novo começo; os astronautas se converteram em deuses
e lhe concederam a civilização à Humanidade, transmitindo-lhe através
do culto.
Depois, faz uns quatro mil anos, todo o conseguido se desmoronou em
uma catástrofe nuclear provocada pelos visitantes no transcurso de
suas próprias rivalidades e guerras.
Todo o ocorrido na Terra, e especialmente os acontecimentos
acontecidos do início da história do ser humano, recolheu-o Zecharia
Sitchin em sua série de Crônicas da Terra, à partir da Bíblia,
de tabuletas de argila, de mitos da Antigüidade e de descobrimentos
arqueológicos. Mas, o que ocorreu antes dos acontecimentos na Terra,
o que ocorreu no próprio planeta dos astronautas, Nibiru, que lhes levou
às viagens espaciais, a sua necessidade de ouro e à criação do
Homem?
Que emoções, rivalidades, crenças, morais (ou ausência destas)
motivaram aos principais protagonistas nas sagas celestes e espaciais?
Quais foram as relações que levaram a uma escalada da tensão no
Nibiru e na Terra, que tensões surgiram entre velhos e jovens, entre os
que haviam chegado de Nibiru e os nascidos na Terra? E até que ponto
o acontecido vinha determinado pelo Destino? Um destino cujo registro
de acontecimentos do passado guarda a chave do futuro?
Não seria prometedor que um dos principais protagonistas, uma
testemunha presencial que podia distinguir entre Sorte ou Fado e
Destino, registrasse para a posteridade o como, o onde, o quando e o
porquê de tudo, os Princípios e os Finais?
Pois isso é, precisamente, o que alguns deles fizeram; e entre os
principais destes esteve o líder que comandou o primeiro grupo de
astronautas!
Tanto peritos como teólogos reconhecem na atualidade que os relatos
bíblicos da Criação, de Adão e Eva, do Jardim do Éden, do Dilúvio ou
da Torre de Babel se apoiaram em textos escritos milênios antes
na Mesopotâmia, em especial escritos pelos sumérios. E estes, por sua
vez, afirmavam com toda claridade que obtiveram seus conhecimentos
a respeito do acontecido no passado (muitos deles de uma época
anterior ao começo das civilizações, inclusive anterior ao nascimento da
Humanidade) dos escritos dos Anunnaki (“Aqueles Que do Céu à Terra
Vieram”), os “deuses” da Antigüidade.
Como resultado de um século e meio de descobrimentos arqueológicos
nas ruínas das civilizações da Antigüidade, especialmente no Oriente
Próximo, descobriu-se um grande número destes primitivos textos; os
achados revelaram um grande número de textos desaparecidos -
chamando-os de livros perdidos - que, ou se mencionavam nos textos
descobertos, ou se inferiam à partir deles, ou era conhecida sua
existência devido ao fato que tinham sido catalogados nas bibliotecas
reais ou dos templos.
Em algumas ocasiões, os “segredos dos deuses” se revelaram em parte
em relatos épicos, como na Epopéia de Gilgamesh, que desvelam o
debate que teve lugar entre os deuses e que levou à decisão de que
a Humanidade perecesse no Dilúvio, ou em um texto intitulado Atra
Hasis, que recorda o motim dos Anunnaki que trabalhavam nas minas
de ouro e que levou à criação dos Trabalhadores Primitivos - os
Terrestres. De quando em quando, os mesmos líderes dos astronautas
foram os que criaram as composições; às vezes, ditando o texto à um
escriba, como no intitulado A Epopéia de Ra, no qual um dos dois
deuses que desencadearam a catástrofe nuclear tentou culpar a seu
adversário; às vezes, escrevendo os fatos, como ocorre com o Livro dos
Segredos do Thot (o deus egípcio do conhecimento), que o mesmo
deus tinha oculto em uma câmara subterrânea.
Segundo a Bíblia, quando o Senhor Deus Yahveh deu os Mandamentos
a seu povo eleito, inscreveu-os em um princípio por sua própria mão em
duas pranchas de pedra que entregou ao Moisés no Monte Sinai.
Mas, depois que Moisés arrojou e rompeu estas pranchas como
resposta ao incidente do bezerro de ouro, as novas pranchas as
inscreveu o mesmo Moisés, por ambos os lados, enquanto permaneceu
no monte durante quarenta dias e quarenta noites, tomando o ditado às
palavras do Senhor.
Se não tivesse sido por um relato escrito em um papiro da época do
faraó egípcio Khufu (Keops) concernente ao Livro dos Segredos do
Thot, não se teria chegado a conhecer a existência desse livro. Se
não tivesse sido pelas narrações bíblicas do Êxodo e do Deuteronômio,
nunca teríamos sabido nada das pranchas divinas nem de seu
conteúdo; tudo isto se teria convertido em parte da enigmática coleção
dos "livros perdidos” cuja existência nunca teria saído à luz. E não
resulta tão doloroso o fato de que, em alguns casos, saibamos que
tenham existido determinados textos, que seu conteúdo permaneça
na escuridão. Este é o caso do Livro das Guerras do Yahveh e do Livro
do Jasher (o “Livro do Justo”), que mencionam-se especificamente na
Bíblia. Em ao menos dois casos, pode-se inferir a existência de
livros antigos (textos primitivos conhecidos pelo narrador bíblico). O
capítulo 5 da Gênese começa com a afirmação “Este é o livro do
Toledoth do Adão”, traduzindo-se normalmente o termo Toledoth
como “gerações”, mas seu significado mais preciso é “registro histórico
ou genealógico”. De fato, ao longo de milênios, sobreviveram versões
parciais de um livro que se conheceu como o Livro do Adão e Eva
em armênio, eslavo, siríaco e etíope; e o Livro de Henoc (um dos
chamados livros apócrifos que não se incluíram na Bíblia canônica)
contém fragmentos que, segundo os peritos, pertenceram a um livro
muito mais antigo, o Livro de Noé.
Um exemplo que se menciona com freqüência sobre o grande número
de livros perdidos é o da famosa Biblioteca da Alexandria, no Egito.
Fundada pelo general Ptolomeu depois da morte de Alexandre em 323
a.C. diz-se que continha mais de meio milhão de “volumes”, de livros
inscritos em diversos materiais (argila, pedra, papiro, pergaminho).
Aquela grande biblioteca, onde os eruditos se reuniam para estudar o
conhecimento acumulado, queimou-se e foi destruída nas guerras que
se desenvolveram entre 48 a.C. e a conquista árabe, em 642 D.C. O
que ficou de seus tesouros é uma tradução do grego dos cinco
primeiros livros da Bíblia hebréia, e fragmentos que se conservaram nos
escritos de alguns dos eruditos residentes da biblioteca.
E é assim como sabemos que o segundo rei Ptolomeu comissionou, por
volta de 270 a.C. à um sacerdote egípcio que os gregos chamaram
Maneton para que recolhesse a história e a pré-história do Egito. Em
princípio, escreveu Maneton, só os deuses reinaram ali; logo, os
semideuses e, finalmente, por volta do 3100 a.C. começaram
as dinastias faraônicas. Escreveu que os reinados divinos começaram
dez mil anos antes do Dilúvio e que se prolongaram durante milhares de
anos, presenciando-se no último período batalha e guerras entre os
deuses.
Nos domínios asiáticos de Alexandre, onde o cetro caiu em mãos do
general Seleucos e de seus sucessores, também teve lugar um
empenho similar por proporcionar aos sábios gregos um registro
dos acontecimentos do passado. Um sacerdote do deus babilônico
Marduk, Beroso, com acesso às bibliotecas de tabuletas de argila, cujo
centro era a biblioteca do templo de Jarán (agora no sudeste da
Turquia), escreveu uma história de deuses e homens em três volumes
que começava em 432.000 anos antes do Dilúvio, quando os deuses
chegaram à Terra dos céus. Em uma lista em que figuravam os nomes
e a duração dos reinados dos dez primeiros comandantes, Beroso dizia
que o primeiro líder, vestido como um peixe, chegou à costa desde mar.
Era o que lhe daria a civilização à Humanidade, e seu nome, passado
para o grego, era Oannes.
Encaixando muitos detalhes, ambos os sacerdotes fizeram entrega de
relatos de deuses do céu que haviam vindo à Terra, de um tempo em
que só os deuses reinavam na Terra e do catastrófico Dilúvio.
Nas partes e nos fragmentos conservados (em outros escritos
contemporâneos) dos três volumes, Beroso dava conta especificamente
da existência de escritos anteriores à Grande Inundação - tabuletas de
pedra que se ocultaram para as proteger em uma antiga cidade
chamada Sippar, uma das cidades originais que fundaram os antigos
deuses.
Embora Sippar fosse arrasada pelo Dilúvio, igual ao resto das cidades
antediluvianas dos deuses, apareceu uma referência aos escritos
antediluvianos nos anais do rei assírio Assurbanipal (668- 633 a.C.).
Quando, em meados do século XIX, os arqueólogos descobriram a
antiga capital do Nínive (até então, conhecida só pelo Antigo
Testamento), acharam nas ruínas do palácio de Assurbanipal uma
biblioteca com os restos ao redor de 25.000 tabuletas de argila inscritas.
Colecionador assíduo de “textos antigos”, Assurbanipal fazia alarde em
seus anais: “O deus dos escribas me concedeu o dom do conhecimento
de sua arte; fui iniciado nos segredos da escritura; inclusive posso ler as
intrincadas tabuletas em sumério; entendo as palavras enigmáticas
cinzeladas na pedra dos dias anteriores à Inundação”.
Sabemos agora que a civilização suméria floresceu no que é agora o
Iraque quase um milênio antes dos inícios da época faraônica no Egito,
e que ambas seriam seguidas posteriormente pela civilização do Vale
do Indo, no subcontinente Índico.Também sabemos agora que os
sumérios foram os primeiros em plasmar, por escrito, os anais e os
relatos de deuses e homens, dos quais todos outros povos, incluídos
os hebreus, obtiveram os relatos da Criação, de Adão e Eva, Cain e
Abel, o Dilúvio e a Torre de Babel; e das guerras e os amores dos
deuses, como se refletiram nas escritas e as lembranças dos gregos,
os hititas, os cananeus, os persas e os indo-europeus. Como
testemunham todos estes antigos escritos, suas fontes foram ainda
mais antigas; algumas descobertas, muitas perdidas.
O volume destes primitivos escritos é assombroso; não milhares, a não
ser dezenas de milhares de tabuletas de argila descobertas nas ruínas
do Oriente Próximo da Antigüidade. Muitas tratam ou registram
aspectos da vida cotidiana, como acordos comerciais ou salários dos
trabalhadores, ou registros matrimoniais.
Outros, descobertos principalmente nas bibliotecas palacianas,
conformam os Anais Reais; outros mais, descobertos nas ruínas das
bibliotecas dos templos ou nas escolas de escribas, conformam um
grupo de textos canônicos, de literaturas sagradas, que se escreveram
em língua suméria e se traduziram depois ao acádio (a primeira língua
semita) e, mais tarde, a outras línguas da Antigüidade. E, inclusive,
nestes escritos primitivos, que se remontam a quase seis mil anos,
encontramos referências a “livros” (textos inscritos em tabuletas de
pedra) perdidos.
Entre os achados incríveis (pois, dizer “afortunados” não transmitiria
plenamente a idéia de milagre) realizados nas ruínas das cidades da
Antigüidade e em suas bibliotecas, encontram-se uns prismas de argila
onde aparece informação dos dez soberanos antediluvianos e de seus
432.000 anos de reinado, uma informação a que já aludia Beroso.
Conhecidas como as Listas dos Reis dos Suma (e exibidas no Museu
Ashmolean de Oxford, Inglaterra), suas distintas versões não deixam
lugar a dúvida de que os compiladores sumérios tiveram acesso a certo
material comum ou canônico de textos primitivos. Junto com
outros textos, igualmente antiqüíssimos, descobertos em diversos
estados de conservação, estes textos sugerem rotundamente que o
cronista original da Chegada, assim como dos acontecimentos que a
precederam e a seguiram, tinha sido um daqueles líderes, um
participante -chave, uma testemunha presencial.
Essa testemunha presencial dos acontecimentos e participante-chave
era o líder que havia aterissado com o primeiro grupo de astronautas.
Naquele momento, seu nome-epíteto era E.A., “Aquele Cujo Lar
É Água”, e sofreu a amarga decepção de que o mando da Missão Terra
desse a seu meio-irmão e rival EN.LIL (“Senhor do Mandato”), uma
humilhação que não ficaria suficientemente mitigada com a concessão
do título de EN.KI, “Senhor da Terra”. Relegado das cidades dos deuses
e de seu espaçoporto no E.DIN (“Éden”) para fiscalizar a extração de
ouro no AB.ZU (África sudoriental), Ea/Enki foi, além de um grande
cientista, que descobriu os hominídios que habitavam aquelas zonas. E,
deste modo, quando se amotinaram e disseram “Já basta!” os Anunnaki
que trabalhavam nas minas, foi ele quem pensou que a mão de obra
que necessitavam se podia conseguir adiantando-se a evolução por
meio da engenharia genética; e assim apareceu o Adam (literalmente,
“o da Terra”, o Terrestre). Como híbrido que era, o Adão não
podia procriar; mas os acontecimentos dos que se ecoa o relato bíblico
do Adão e Eva no Jardim do Éden dão conta da segunda manipulação
genética de Enki, que acrescentou os gens cromosômicos
extras necessários para a procriação. E quando a Humanidade, ao
proliferar, resultou não adequar-se ao que tinham previsto os deuses, foi
ele, Enki, que desobedeceu ao plano de seu irmão Enlil de deixar que a
Humanidade perecesse no Dilúvio, uns acontecimentos que o herói
humano recebeu o nome de Noé na Bíblia, e Ziusudra no texto sumério
original, mais antigo.
Ea/Enki era o primogênito de Anu, soberano de Nibiru, e como tal
estava versado no passado de seu planeta (Nibiru) e de seus
habitantes. Cientista competente, Enki legou os aspectos mais
importantes dos avançados conhecimentos dos Anunnaki a seus dois
filhos, Marduk e Ningishzidda (que, como deuses egípcios,
eram conhecidos ali como Ra e Thot, respectivamente). Mas também
jogou um papel fundamental ao compartilhar com a Humanidade certos
aspectos de tão avançados conhecimentos, ensinando a indivíduos
selecionados os “segredos dos deuses”. Em ao menos duas ocasiões,
estes iniciados plasmaram por escrito (tal como se os indicou que
fizessem) àqueles ensinos divinos como legado da Humanidade. Um
deles, chamado Adapa, e provavelmente filho de Enki com uma fêmea
humana, é conhecido por ter escrito um livro intitulado
Escritos referentes ao Tempo - um dos livros perdidos mais antigos. O
outro, chamado Enmeduranki, foi com toda probabilidade o protótipo do
Henoc bíblico, aquele que foi elevado ao céu depois de confiar a seus
filhos o livro dos segredos divinos, e do qual possivelmente tenha
sobrevivido uma versão no extra-bíblico Livro de Henoc.
Apesar de ser o primogênito de Anu, Enki não estava destinado a ser o
sucessor de seu pai no trono de Nibiru. Algumas complexas normas
sucessórias, reflexo da convulsa história dos nibiruanos, dava
esse privilégio ao meio-irmão de Enki, Enlil. Em um esforço por resolver
este azedo conflito, Enki e Enlil terminaram em uma missão em um
planeta estranho - a Terra-, cujo ouro necessitavam para criar um
escudo que preservasse a, cada vez mais, tênue atmosfera de Nibiru.
Foi neste marco, complicado ainda mais com a presença na Terra de
sua meio-irmã Ninharsag (a oficial médica-chefe dos Anunnaki), onde
Enki decidiu desafiar os planos de Enlil em fazer com que a
Humanidade perecesse no Dilúvio.
O conflito seguiu adiante entre os meio-irmãos, e inclusive entre seus
netos; e o fato de que todos eles, e especialmente os nascidos na Terra,
enfrentassem-se à perda de longevidade que o amplo período orbital de
Nibiru lhes proporcionava, incrementou ainda mais as angústias
pessoais e aguçou as ambições. E tudo isto culminou no último século
do terceiro milênio a.C. quando Marduk, primogênito de Enki, com sua
esposa oficial proclamou que ele, e não o primogênito de Enlil, Ninurta,
devia herdar a Terra. O amargo conflito, que supôs o desenvolvimento
de uma série de guerras levou, afinal, à utilização de armas nucleares;
embora não intencionado, o resultado de tudo isso foi o afundamento da
civilização suméria.
A iniciação de indivíduos escolhidos nos “segredos dos deuses” marcou
o início do Sacerdócio, as linhagens de mediadores entre os deuses e o
povo, os transmissores da Palavra Divina aos mortais terrestres. Os
oráculos (interpretações dos pronunciamentos divinos) mesclaram-se
com a observação dos céus em busca de augúrios. E à medida que a
Humanidade se viu arrastada a tomar parte nos conflitos dos deuses, a
Profecia começou a jogar seu papel. De fato, a palavra para designar a
estes porta-vozes dos deuses que proclamavam o que ia passar, Nabih,
era o epíteto do filho primogênito de Marduk, Nabu, que em nome de
seu pai exilado, tentou convencer à Humanidade de que os signos
celestes indicavam a iminente supremacia de Marduk.
Este estado de coisas levou a necessidade de diferenciar entre Sorte e
Destino. As promulgações de Enlil, e às vezes inclusive de Anu, que
sempre tinham sido indisputáveis, viam-se sujeitas agora ao exame
da diferença entre o NAM (o Destino, como as órbitas planetárias, cujo
curso está determinado e não se pode trocar) e NAM.TAR, literalmente,
o destino que pode ser torcido, quebrado, trocado (que era a Sorte ou
o Fado). Revisando e rememorando a seqüência dos acontecimentos, e
o paralelismo aparente entre o que tinha acontecido no Nibiru e o que
tinha ocorrido na Terra, Enki e Enlil começaram a
ponderar filosoficamente o que, certamente, estava destinado e não se
podia evitar, e o fado que vinha como conseqüência de decisões
acertadas ou equivocadas e do livre arbítrio. Estas não se podiam
predizer, enquanto que as primeiras se podiam antecipar
(especialmente, se eram cíclicas, como as órbitas planetárias; se o que
foi voltaria a ser, se o Primeiro também seria o Último).
As conseqüências climáticas da desolação nuclear aguçaram o exame
de consciência entre os líderes dos Anunnaki e levaram à necessidade
de explicar às devastadas massas humanas por que tinha
ocorrido aquilo. Tinha sido coisa do destino, ou tinha sido o resultado de
um engano dos Anunnaki? Havia algum responsável, alguém que
tivesse que prestar contas?
Nas reuniões dos Anunnaki nas vésperas da calamidade, foi Enki o
único que se opôs à utilização das armas proibidas. Desde aí a
importância que teve para Enki explicar aos sobreviventes o que tinha
acontecido na saga dos extraterrestres que, apesar de suas boas
intenções, tinham terminado sendo tão destruidores. E quem, a não ser
Ea/Enki, que tinha sido o primeiro a chegar e presenciar tudo, era
o mais qualificado para relatar o Passado, com o fim de poder adivinhar
o Futuro? E a melhor forma de relatar tudo era em um relatório, escrito
em primeira pessoa pelo mesmo Enki.
É certo que fez uma autobiografia, por isso se deduz de um comprido
texto (pois se estende ao menos em doze tabuletas) descoberto na
biblioteca de Nippur, onde se cita a Enki dizendo:


Quando cheguei à Terra, havia muito alagado.
Quando cheguei a suas verdes pradarias, montículos e colinas se
levantaram às minhas ordens.
Em um lugar puro construí meu lar, um nome adequado lhe dava.


Este comprido texto continua dizendo que Ea/Enki atribuiu tarefas a
seus lugar-tenentes, pondo em sua marcha a Missão na Terra.
Outros muitos textos, que relatam diversos aspectos do papel de Enki
nos acontecimentos que seguiram servem para completar o relato de
Enki; entre eles há uma cosmogonia, uma Epopéia da Criação, em
cujo núcleo se acha o próprio texto de Enki, que os peritos chamam A
Gênese do Eridú. Neles, incluem-se descrições detalhadas do desenho
de Adão, e contam como outros Anunnaki, varão e fêmea, chegaram
até Enki em sua cidade de Eridú para obter dele o ME, uma espécie de
disco de dados onde se achavam codificados todos os aspectos da
civilização; e também há textos da vida privada e dos
problemas pessoais de Enki, como o relato de suas intenções para
conseguir ter um filho com sua meio-irmã Ninharsag, suas promíscuas
relações tanto com deusas como com as Filhas do Homem e as
imprevistas conseqüências que se derivaram de tudo isso. O texto do
Atra Hasis joga luz sobre os esforços de Anu por acautelar um estado
das rivalidades Enki-Enlil ao dividir os domínios da Terra entre eles; e os
textos que registram os acontecimentos que precederam ao Dilúvio
refletem quase palavra por palavra os debates do Conselho dos Deuses
sobre a sorte da Humanidade e o subterfúgio de Enki conhecido como o
relato de Noé e a arca, relato conhecido só pela Bíblia, até que se
encontrou uma de suas versões originais mesopotâmicas nas tabuletas
da Epopéia de Gilgamesh.
As tabuletas de argila sumérias e acádias, as bibliotecas dos templos
babilônicos e assírios, os “mitos” egípcios, hititas e cananeus, e as
narrações bíblicas formam o corpo principal de memórias escritas
dos assuntos de deuses e homens. E pela primeira vez na história, este
material disperso e fragmentado foi reunido e utilizado, da mão de
Zecharia Sitchin, para recriar o relato presencial de Enki, as
lembranças autobiográficos e as penetrantes profecias de um deus
extraterrestre.
Apresentado como um texto que tivesse ditado Enki a um escriba
escolhido, um Livro Testamonial, para ser descoberto no momento
apropriado, traz para a mente as instruções de Yahveh ao profeta Isaías
(século VII a.C):
Agora vêem, escreve-o em uma tabuleta selada, grava-o como um livro;
para que seja um testemunho até o último outros Anunnaki, varão e fêmea, chegaram
até Enki em sua cidade de Eridú para obter dele o ME, uma espécie de
disco de dados onde se achavam codificados todos os aspectos da
civilização; e também há textos da vida privada e dos
problemas pessoais de Enki, como o relato de suas intenções para
conseguir ter um filho com sua meio-irmã Ninharsag, suas promíscuas
relações tanto com deusas como com as Filhas do Homem e as
imprevistas conseqüências que se derivaram de tudo isso. O texto do
Atra Hasis joga luz sobre os esforços de Anu por acautelar um estado
das rivalidades Enki-Enlil ao dividir os domínios da Terra entre eles; e os
textos que registram os acontecimentos que precederam ao Dilúvio
refletem quase palavra por palavra os debates do Conselho dos Deuses
sobre a sorte da Humanidade e o subterfúgio de Enki conhecido como o
relato de Noé e a arca, relato conhecido só pela Bíblia, até que se
encontrou uma de suas versões originais mesopotâmicas nas tabuletas
da Epopéia de Gilgamesh.
As tabuletas de argila sumérias e acádias, as bibliotecas dos templos
babilônicos e assírios, os “mitos” egípcios, hititas e cananeus, e as
narrações bíblicas formam o corpo principal de memórias escritas
dos assuntos de deuses e homens. E pela primeira vez na história, este
material disperso e fragmentado foi reunido e utilizado, da mão de
Zecharia Sitchin, para recriar o relato presencial de Enki, as
lembranças autobiográficos e as penetrantes profecias de um deus
extraterrestre.
Apresentado como um texto que tivesse ditado Enki a um escriba
escolhido, um Livro Testamonial, para ser descoberto no momento
apropriado, traz para a mente as instruções de Yahveh ao profeta Isaías
(século VII a.C):
Agora vêem, escreve-o em uma tabuleta selada, grava-o como um livro;
para que seja um testemunho até o último outros Anunnaki, varão e fêmea, chegaram
até Enki em sua cidade de Eridú para obter dele o ME, uma espécie de
disco de dados onde se achavam codificados todos os aspectos da
civilização; e também há textos da vida privada e dos
problemas pessoais de Enki, como o relato de suas intenções para
conseguir ter um filho com sua meio-irmã Ninharsag, suas promíscuas
relações tanto com deusas como com as Filhas do Homem e as
imprevistas conseqüências que se derivaram de tudo isso. O texto do
Atra Hasis joga luz sobre os esforços de Anu por acautelar um estado
das rivalidades Enki-Enlil ao dividir os domínios da Terra entre eles; e os
textos que registram os acontecimentos que precederam ao Dilúvio
refletem quase palavra por palavra os debates do Conselho dos Deuses
sobre a sorte da Humanidade e o subterfúgio de Enki conhecido como o
relato de Noé e a arca, relato conhecido só pela Bíblia, até que se
encontrou uma de suas versões originais mesopotâmicas nas tabuletas
da Epopéia de Gilgamesh.
As tabuletas de argila sumérias e acádias, as bibliotecas dos templos
babilônicos e assírios, os “mitos” egípcios, hititas e cananeus, e as
narrações bíblicas formam o corpo principal de memórias escritas
dos assuntos de deuses e homens. E pela primeira vez na história, este
material disperso e fragmentado foi reunido e utilizado, da mão de
Zecharia Sitchin, para recriar o relato presencial de Enki, as
lembranças autobiográficos e as penetrantes profecias de um deus
extraterrestre.
Apresentado como um texto que tivesse ditado Enki a um escriba
escolhido, um Livro Testamonial, para ser descoberto no momento
apropriado, traz para a mente as instruções de Yahveh ao profeta Isaías
(século VII a.C):
Agora vêem, escreve-o em uma tabuleta selada, grava-o como um livro;
para que seja um testemunho até o último dia, um testemunho para
sempre.
Isaías 30,8



Ao tratar do passado, o mesmo Enki percebeu o futuro. A idéia de que
os Anunnaki, exercitando o livre arbítrio, eram senhores de sua sorte
(assim como da sorte da Humanidade) desembocou, em última
instância, na constatação de que se tratava de um Destino que, depois
de todo o dito e feito, determinava o curso dos acontecimentos; e,
portanto, como reconheceram os profetas hebreus, o Primeiro será o
Último.
O registro dos acontecimentos ditado por Enki se converte, assim, no
fundamento da Profecia, e o Passado se converte em Futuro.
ATESTADO
Palavras de Endubsar, escriba mestre, filho da cidade de Eridú, servo
do senhor Enki, o grande deus.
No sétimo ano depois da Grande Calamidade, no segundo mês, no
décimo sétimo dia, fui chamado por meu Mestre o Senhor Enki, o
grande deus, benévolo criador da Humanidade, onipotente e
misericordioso.
Eu estava entre os sobreviventes de Eridú que tinham escapado à árida
estepe quando o Vento Maligno estava se aproximando da cidade.
E vaguei pelo deserto, procurando ramos secos para fazer fogo. E olhei
para cima e eis que um Torvelinho chegou do sul. Tinha um resplendor
avermelhado, e não fazia som algum. E quando tocou o chão, saíram de
seu ventre quatro largos pés e o resplendor desapareceu. E me joguei
no chão e me prostrei, pois sabia que era uma visão divina.
E quando levantei meus olhos, havia dois emissários divinos perto de
mim.
E tinham rostos de homens, e suas roupas brilhavam como metal
brunido. E me chamaram por meu nome e me falaram, dizendo: foste
chamado pelo grande deus, o senhor Enki. Não tema, pois foste puro.
E estamos aqui para te levar ao alto, e te levar até seu retiro na Terra do
Magan, na ilha no meio do Rio de Magan, onde estão as comportas.
E enquanto falavam, o Torvelinho se elevou como um carro de fogo e se
foi. E me tiraram das mãos, cada um deles de uma mão. E me elevaram
e me levaram velozmente entre a Terra e os céus, igual a uma águia. E
pude ver a terra e as águas, e as planícies e as montanhas. E me
deixaram na ilha, ante a porta da morada do grande deus. E no
momento em que me soltaram das mãos, um resplendor como nunca
tinha visto me envolveu e me afligiu, e caí ao chão como se tivesse
ficado vazio do espírito de vida.
Meus sentidos vitais voltaram para mim, como se despertasse do mais
profundo dos sonhos, quando escutei o som de uma voz me chamando.
Estava em uma espécie de recinto. Estava escuro, mas também havia
uma aura. Então, a mais profunda das vozes pronunciou meu nome
outra vez.
E, embora pudesse escutá-la, não saberia dizer de onde vinha a voz,
nem pude ver quem estava falando. E respondi, aqui estou.
Então, a voz me disse: Endubsar, descendente de Adapa, escolhi-te
para que seja meu escriba, para que ponha por escrito minhas palavras
nas tabuletas.
E de repente apareceu um resplendor em uma parte do recinto. E vi um
lugar disposto como o lugar de trabalho de um escriba: uma mesa de
escriba e um tamborete de escriba, e havia pedras finamente lavradas
sobre a mesa. Mas não vi tabuletas de argila nem recipientes de argila
úmida. E sobre a mesa só havia um estilete, e este reluzia no
resplendor como não o tivesse podido fazer nenhum estilete de cano.
E a voz voltou a falar, dizendo: Endubsar, filho da cidade de Eridú, meu
fiel servo. Sou seu senhor Enki. Lhe convoquei para que escrevas
minhas palavras, pois estou muito turbado pela Grande Calamidade que
desceu sobre a Humanidade. É meu desejo registrar o verdadeiro curso
dos acontecimentos, para que tanto deuses como homens saibam que
minhas mãos estão podas. Do Grande Dilúvio, não tinha descido uma
calamidade tal sobre a Terra, os deuses e os terrestres. Mas o Grande
Dilúvio estava destinado a acontecer, mas não a grande calamidade.
Esta, faz sete anos, não tinha que ter ocorrido. podia-se ter evitado, e
eu, Enki, fiz tudo o que pude para impedi-la; mas, ai!, fracassei. E foi
sorte ou foi destino? O futuro julgará, pois ao final dos dias um Dia do
Julgamento haverá. Nesse dia, a Terra tremerá e os rios trocarão seu
curso, e haverá escuridão ao meio-dia e um fogo nos céus de noite,
será o dia da volta do deus celestial. E haverá quem sobreviva e quem
pereça, quem é recompensado e quem é castigado, deuses e homens
por igual, nesse dia tirará o chapéu; pois o que deva acontecer, por isso
aconteceu, será determinado; e o que estava destinado, em um ciclo
será repetido, e o que foi fruto da sorte e ocorreu só pela vontade do
coração, para o bem ou para o mal deverá ser julgado.
A voz caiu no silêncio; depois, o grande senhor falou de novo, dizendo:
É por esta razão que contarei o relato veraz dos Princípios e dos
Tempos Prévios e dos Tempos de Antigamente; pois, no passado,
o futuro se acha oculto. Durante quarenta dias e quarenta noites, eu
falarei e você escreverá; quarenta será a conta dos dias e as noites de
seu trabalho aqui, pois quarenta é meu número sagrado entre os
deuses.
Durante quarenta dias e quarenta noites, não comerá nem beberá; só
esta onça de pão e água tomará, e lhe manterá durante todo seu
trabalho.
E a voz se deteve, e de repente apareceu um resplendor em outra parte
do recinto. E vi uma mesa e, sobre ela, um prato e uma taça. E me
levaram para ir ali, e havia pão no prato e água na taça.
E a voz do grande senhor Enki falou de novo, dizendo: Endubsar, come
o pão e bebe a água, e lhe manterá durante quarenta dias e quarenta
noites. E fiz como me indicou. E depois, a voz me indicou que me
sentasse ante a mesa de escriba, e o resplendor se intensificou ali. Não
pude ver nenhuma porta nem abertura onde me encontrava, entretanto
o resplendor era tão forte como o do sol do meio-dia.
E a voz disse: Endubsar o escriba, o que vê?
E olhei e vi o resplendor que iluminava a mesa, as pedras e o estilete, e
também: Vejo umas tabuletas de pedra, e seu tom é de um azul tão
puro como o céu. E vejo um estilete como nunca antes tinha visto, seu
corpo não parece de cano, e sua ponta tem a forma de uma garra de
águia.
E a voz disse: São estas as tabuletas sobre as quais inscreverá minhas
palavras. Por rápido meu desejo, hão-se esculpido do mais fino lápis
lázuli, cada uma delas com duas caras lisas. E o estilete que vê é a obra
de um deus, o corpo é feito de elétron e a ponta de cristal divino.
Adaptará-se firmemente à sua mão, e te será tão fácil gravar com ele
como marcar sobre argila úmida. Em duas colunas inscreverá a face
frontal, em duas colunas inscreverá o dorso de cada tabuleta de pedra.
Não te desvie de minhas palavras e minhas declarações!
E houve uma pausa, e eu toquei uma das pedras, e senti sua superfície
como uma pele Lisa, suave ao tato. E tomei o estilete sagrado, e o senti
como uma pluma em minha mão.
E, depois, o grande deus Enki começou a falar, e eu comecei a escrever
suas palavras, exatamente como as dizia. Às vezes, sua voz era forte;
às vezes, quase um sussurro. Às vezes, havia gozo ou orgulho em sua
voz; às vezes, dor ou angústia. E quando uma tabuleta ficava inscrita
em todas as suas faces, tomava outra para continuar.
E quando foram ditas as últimas palavras, o grande deus se deteve, e
pude escutar um grande suspiro. E disse:
Endubsar, meu servo, durante quarenta dias e quarenta noites tem
escrito fielmente minhas palavras. Seu trabalho aqui terminou. Agora,
toma outra tabuleta, e nela escreverá seu próprio atestado; e ao final
dela, como testemunha, marca-a com seu selo; e toma a tabuleta e
ponha junto com as outras no cofre divino; pois, no momento designado,
escolhidos virão até aqui e encontrarão o cofre e as tabuletas, e
saberão tudo o que eu ditei a ti; e que o relato veraz dos Princípios, os
Tempos Prévios, os Tempos de Antigamente e a Grande Calamidade
será conhecida no sucessivo como As Palavras do Senhor Enki. E
haverá um Livro de Testemunhos do passado, e um Livro de previsões
do futuro, pois o futuro no passado se acha, e o primeiro também será o
último.
E houve uma pausa, e tomei as tabuletas e as pus uma a uma na ordem
correta dentro do cofre. E o cofre era feito de madeira de acácia com
incrustações de ouro no exterior.
E a voz de meu senhor disse: Agora, fecha a tampa do cofre e fixa o
fechamento. E fiz como me indicou.
E houve outra pausa, e meu senhor Enki disse: E quanto a ti, Endubsar,
com um grande deus falaste e, embora não me viu, em minha presença
estiveste, portanto, está puro, e será meu porta-voz ante o povo.
Admoestará para que eles sejam justos, pois nisso se baseia uma boa e
larga vida. E os confortará, pois no prazo de setenta anos se
reconstruirão as cidades e as colheitas voltarão a crescer. Haverá paz,
mas também haverá guerras. Novas nações se farão poderosas, reinos
se elevarão e cairão. Os deuses de antigamente se apartarão, e novos
deuses decretarão as sortes. Mas ao final dos dias prevalecerá o
destino, e esse futuro se prediz em minhas palavras sobre o passado.
De tudo isso, Endubsar, às pessoas falará.
E houve uma pausa e um silêncio. E eu, Endubsar, prostrei-me no chão
e disse: Mas, como saberei o que dizer?
E a voz do senhor Enki disse: Haverá sinais nos céus, e as palavras que
tenha que pronunciar virão a ti em sonhos e em visões. E, depois de ti,
haverá outros profetas escolhidos. E ao final, haverá uma Nova Terra e
um Novo Céu, e já não haverá mais necessidade de profetas.
E, então, fez-se o silêncio, e as auras se extinguiram extinguiram, e o espírito me
deixou. E quando recuperei os sentidos, estava nos campos dos
arredores de Eridú.
Sinopse da Primeira Tabuleta
1. Selo de Endubsar, escriba mestre.
2. Sinopse da Primeira Tabuleta.
3. Lamentação sobre a desolação do Sumer.
4. Como fugiram os deuses de suas cidades à medida que se estendia
a nuvem nuclear.
5. As discussões no conselho dos deuses.
6. A fatídica decisão de liberar as Armas de Terror.
7. A origem dos deuses e as armas terríveis de Nibiru.
8. As guerras norte-sul de Nibiru, unificação e normas dinásticas.
9. Localização de Nibiru no sistema solar.
10. A evanescente atmosfera provoca mudanças climáticas.
11. Os esforços por obter ouro para evitar a debilitação da atmosfera.
12. Alalu, um usurpador, utiliza armas nucleares para agitar os gases
vulcânicos.
13. Anu, herdeiro dinástico, depõe Alalu.
14. Alalu rouba uma espaçonave e escapa de Nibiru.
15. Representações de Nibiru como planeta radiante.


A PRIMEIRA TABULETA


Palavras do senhor Enki, primogênito de Anu, que reina em Nibiru.
Pesando no espírito, profiro os lamentos; lamentos amargos que
enchem meu coração. Quão desolada está a terra, as pessoas
entregues ao Vento Maligno, seus estábulos abandonados, seus redis
vazios. Quão desoladas estão as cidades, as pessoas amontoadas
como cadáveres hirtos, afligidas pelo Vento Maligno. Quão desolados
estão os campos, murcha a vegetação, alcançada pelo Vento Maligno.
Quão desolados estão os rios, já nada vive neles, águas puras e
cintilantes convertidas em veneno. Das pessoas de negra cabeça,
Sumer está vazia, foi-se toda vida; de suas vacas e suas ovelhas,
Sumer está vazia, calado ficou o murmúrio do leite batido. EEm suas
gloriosas cidades, só ulula o vento; a morte é o único aroma. Os
templos, cujas cúspides alcançavam o céu, por seus deuses foram
abandonados. Não há domínio de senhorio nem de realeza; cetro e tiara
desapareceram. Nas ribeiras dos dois grandes rios, em outro tempo
exuberantes e cheios de vida, só crescem as más ervas. Ninguém
percorre seus meio-fios, ninguém busca os caminhos; a florescente
Sumer é como um deserto abandonado. Quão desolada está a terra, lar
de deuses e homens! Nessa terra caiu a calamidade, uma calamidade
desconhecida para o homem. Uma calamidade que a Humanidade
nunca antes tinha visto, uma calamidade que não se pode deter. Em
todas as terras, do oeste até o este, pousou-se uma mão de quebra e
de terror. Os deuses, em suas cidades, estavam tão indefesos como os
homens!
Um Vento Maligno, uma tormenta nascida em uma distante planície,
uma Grande Calamidade forjada em seu atalho.
Um vento portador de morte nascido no oeste se encaminhou para o
este, estabelecido seu curso pela sorte.
Uma devoradora tormenta como o dilúvio, de vento e não de água
destruidora, de ar envenenado, não de ondas, entristecedora. Pela
sorte, que não pelo destino, engendrou-se; os grandes deuses, em seu
conselho, a Grande Calamidade provocaram. Enlil e Ninharsag o
permitiram; só eu estive suplicando para que se contivessem. Dia e
noite, por aceitar o que os céus decretam, argumentei, mas em vão!
Ninurta, o filho guerreiro de Enlil, e Nergal, meu próprio filho, liberaram
as venenosas armas na grande planície.
Não sabíamos que um Vento Maligno seguiria ao resplendor!, choram
eles agora em sua angústia. Quem podia predizer que a tormenta
portadora de morte, nascida no oeste, tomaria seu curso para o este?,
lamentam-se os deuses agora. Em suas cidades sagradas,
permaneceram os deuses, sem acreditar que o Vento Maligno tomaria
sua rota para o Sumer. Um após o outro, os deuses fugiram de suas
cidades, seus templos abandonaram ao vento. Em minha cidade, Eridú,
não pude fazer nada por deter a nuvem venenosa. Fujam a campo
aberto!, dava instruções às pessoas; com Ninki, minha esposa, a cidade
abandonei. Em sua cidade, Nippur, lugar do Enlace Céu-Terra, Enlil não
pôde fazer nada para detê-lo. O Vento Maligno se equilibrou sobre o
Nippur. Em sua nave celestial, Enlil e sua esposa partiram
apressadamente. No Ur, a cidade da realeza do Sumer, Nannar a
seu pai Enlil implorou ajuda; no lugar do templo que ao céu em sete
degraus se eleva, Nannar se negou a considerar a mão da sorte. Meu
pai, você que me engendrou, grande deus que a Ur concedeu a realeza,
não deixe entrar o Vento Maligno!, apelou Nannar. Grande deus que
decreta as sortes, deixa que Ur e seus habitantes se livrem, seus
louvores prosseguirão!, apelou Nannar. Enlil respondeu a seu filho
Nannar: Nobre filho, à sua admirável cidade concedi a realeza, mas não
lhe concedi reinado eterno. Toma a sua esposa Ningal e foge da cidade!
Nem sequer eu, que decreto as sortes, posso impedir seu destino!
Assim falou Enlil, meu irmão; ai, ai, que não era destino! O dilúvio não
tinha causado uma calamidade maior sobre deuses e terrestres; ai, que
não era destino! O Grande Dilúvio estava destinado a acontecer; mas
não a Grande Calamidade da tormenta portadora de morte. Por romper
uma promessa, por uma decisão do conselho foi provocada; pelas
Armas de Terror foi criada. Por uma decisão, que não pelo destino,
liberaram-se as armas venenosas; por deliberação se jogaram as
sortes. Contra Marduk, meu primogênito, dirigiram a destruição os dois
filhos; havia vingança em seus corações. Não tem que tomar Marduk o
poder!, gritou o primogênito de Enlil. Com as armas oporei a ele, disse
Ninurta. De entre o povo levantou um exército, para declarar a Babilônia
umbigo da Terra!, assim gritou Nergal, irmão de Marduk.





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Um comentário:

João Batista de Lacerda disse...

Obrigado pela visita e comentário no meu blog.
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